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Wednesday, June 06, 2007

Voz da noite... Voz do inconsciente...

00:49 (06/06/2007)


Noite escura. A lua vai alta. Nada se ouve. Só o silêncio da noite escura.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Volto a fechá-los... volto a abri-los... Viro-me para o outro lado. Nada! Não consigo dormir!
Fico acordada na esperança que o sono me venha limpar as lágrimas que teimam em cair. Eu não quero... mas elas saem... e continuam a cair...
Adormeço, enfim.
De repente, acordo. Estou no meio. No meio de muita gente: entre estranhos, desconhecidos, conhecidos e até amigos. Eles passam... Passam todos por mim e continuam... não me vêem! Serei invisível? Serei um fantasma? Olho-me ao espelho. Vejo-me. Existo! Sou real!
Mas não sou como eles... não me sinto como eles. Sinto-me débil... sinto-me fraca. Sinto-me no fundo de um poço. Quero sair, mas não consigo... faltam-me forças! Faltar-me-á também a vontade? Não:
Eu quero sair! Eu quero sorrir! Eu quero viver! Eu quero sonhar! Enfim... quero ser feliz!!!
E sou-o. Nem sempre, mas sou. Graças a ti, a mim e a muita gente. Mas agora não.
Sou humana. Tenho limites e não os posso ultrapassar. Porquê? Porque há uma parte de mim que não me deixa. Um parte de mim que me conhece e que me diz, constantemente, que está na hora de parar.
Essa parte de mim, a consciência, não quer saber das minhas vontades. Essa parte de mim, bem ou mal, preocupa-se comigo e bloqueia os meus pensamentos quando sente que cheguei ao meu limite máximo. Bloqueia-me e obriga-me a pensar "NÃO CONSIGO! NÃO SOU CAPAZ! NÃO VOU SER CAPAZ!"

Serei ou não capaz de ultrapassar isto, seja lá o que for "isto"?

Sei que sim... potrque sei que alguém acredita em mim... =)

Monday, December 11, 2006

(In)Dependência

Hoje deixo aqui um post diferente... um post que fui como que obrigada a fazer para um trabalho de Técnicas de Esxpressão do Português. Disseram-me: "Escreve uma crónica"... e aqui fica o resultado. Espero que gostem.

"Aqui há uns tempos falhou a luz cá em casa, normal tendo em conta o temporal que se fazia sentir… chuvas fortes, ventos e trovoada. O que não foi normal foi a minha primeira reacção: peguei no comando, queria ligar a televisão. Mas a televisão teimava em não ligar e só passados alguns minutos é que me apercebi de que o que estava a fazer era uma estupidez completa. Como poderia eu ligar a televisão se não havia luz? Depois pensei em ligar o computador… depois quis ligar o rádio… sem comentários!!! Foi então que dei por mim a pensar no quão independentes queremos ser e de como, na verdade, nos tornamos cada vez mais dependentes de tudo e de todos. Fiquei, então, curiosa e peguei no dicionário. Procurei a palavra independência, cuja definição era: s. f., qualidade ou estado de independente; liberdade; libertação.
A definição, a meu ver, faz todo o sentido. Se queremos ser independentes é porque queremos ser totalmente livres. Mas será que o conseguimos? Vejamos: não conseguimos viver sem nos alimentarmos, mas para nos alimentarmos é preciso cultivar os alimentos – dependemos, então, do tempo – ou ter dinheiro para os comprar. Mas para termos dinheiro, é preciso que haja alguém que dependa de nós, alguém que precise dos nossos serviços, trabalho pelo qual somos pagos. É certo que, para termos dinheiro não precisávamos de trabalhar se ganhássemos o Euro Milhões, mas isso já é uma questão de sorte… Mas continuando: para trabalharmos, na maioria dos casos, precisamos de ter um curso, curso esse que tem de ser pago (geralmente pelos pais).
Percebi, desta forma, que a nossa vida não é mais do que um ciclo vicioso. Por mais que queiramos nunca conseguimos ser totalmente independentes. A nossa existência depende do amor de duas pessoas, dos nossos pais. Há quem vá ainda mais longe, mais alto, e que diga que depende de Deus, da Sua vontade, mas esta já é uma dependência mais polémica pois depende das crenças de cada um… e aqui entramos no ponto mais interessante da questão: aquilo que somos e que fazemos depende, acima de tudo, das nossas escolhas e das nossas decisões, ou seja, podemos ser independentes de tudo, excepto de uma coisa: de nós próprios.
Ao chegar a esta conclusão, olhei novamente para a palavra que originou tudo isto e ri-me. Porquê? Porque embora o prefixo in- signifique a negação de alguma coisa (neste caso a negação da dependência), a verdade é que também o podemos ver como significando algo interior, algo que vem de dentro. A palavra independência pode, assim, significar uma dependência interna, uma dependência de nós próprios."