Muitos dos que por aqui passam já foram de férias... outros já foram e já voltaram... outros ainda não foram e outros, infelizmente, nem vão saber o que isso é... Não quero fazer inveja a ninguém (SÓ porque isso não é correcto nem bonito, logo não fica bem a uma pessoa como eu...), mas aqui ficam três fotografias do meu "paraíso" ;-)
Beijinhos a todos e boas férias (ou bom trabalho e bons fins de semana)!!!
Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar a minha "nova" casa (que feliz ou infelizmente já vai "fechar" na próxima 6ª feira) aqui fica uma fotografia das minhas catorze pestes... que é como quem diz, as minhas "catorze explicações"...
Estava eu a estudar para o meu exame de DPLE, a ler artigos sobre planificação, nomeadamente sobre a formulação de objectivos, quando me deparei com o seguinte excerto da obra Alice no Paísdas Maravilhas de Lewis Carroll (1971):
Alice - Podes dizer-me, por favor, que caminho hei-de seguir a partir daqui? Gato - Isso depende muito do sítio aonde queres chegar. Alice - Não me preocupa muito onde vou chegar. Gato - Então não interessa por que caminho hás-de seguir.
Confesso que fui "obrigada" a pensar um bocadinho...
Ora bem... uma vez que em Portugal não arranjo emprego... depois de ver isto estou a pensar, seriamente, em mudar-me de malas e bagagens para a Coreia do Sul... (digo Coreia do Sul, porque a Pucca é Coreana... mas se o texto não for coreano não faz mal... digam-me de onde é, que eu vou para lá!!!)
Parece-me que há por aí muita gente a precisar de aulinhas de inglês...
Se não perceberem do que estou a falar... cliquem na imagem e reparem bem (mesmo bem) no que diz no canto superior direito...
Enquanto futura (esperemos) professora de Língua Portuguesa a estrangeiros, não consigo ficar indiferente a erros como o que está neste aviso, que se encontra no placard de avisos de uma escola primária (sim, numa escola primária... daquelas onde se ensinam os meninos a ler e a escrever bom português) bem perto de minha casa...
Uma vez que não se percebe muito bem o texto... eu passo a transcrevê-lo (a parte que consigo ler):
Provas de Aferição
Aos Encarregados de Educação
Como, com certeza, já é do seu conhecimento, este ano realizam-se provas de aferição para os alunos do 4º ano nos dias 22 e 24 de Maio de manhã, às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Assim, torna-se necessário interromper as aulas nessas mesmas manhãs de modo a libertar espaço para a realização das mesmas provas. (...) Nesses dias não haverão Actividades de Enriquecimento Curricular.
Pergunto-me... que notas terão os alunos na prova de aferição de Língua Portuguesa? É que eu tenho muitas dúvidas que este aviso tenha sido escrito pela porteira da escola...
Noite escura. A lua vai alta. Nada se ouve. Só o silêncio da noite escura.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Volto a fechá-los... volto a abri-los... Viro-me para o outro lado. Nada! Não consigo dormir! Fico acordada na esperança que o sono me venha limpar as lágrimas que teimam em cair. Eu não quero... mas elas saem... e continuam a cair... Adormeço, enfim. De repente, acordo. Estou no meio. No meio de muita gente: entre estranhos, desconhecidos, conhecidos e até amigos. Eles passam... Passam todos por mim e continuam... não me vêem! Serei invisível? Serei um fantasma? Olho-me ao espelho. Vejo-me. Existo! Sou real! Mas não sou como eles... não me sinto como eles. Sinto-me débil... sinto-me fraca. Sinto-me no fundo de um poço. Quero sair, mas não consigo... faltam-me forças! Faltar-me-á também a vontade? Não: Eu quero sair! Eu quero sorrir! Eu quero viver! Eu quero sonhar! Enfim... quero ser feliz!!! E sou-o. Nem sempre, mas sou. Graças a ti, a mim e a muita gente. Mas agora não. Sou humana. Tenho limites e não os posso ultrapassar. Porquê? Porque há uma parte de mim que não me deixa. Um parte de mim que me conhece e que me diz, constantemente, que está na hora de parar. Essa parte de mim, a consciência, não quer saber das minhas vontades. Essa parte de mim, bem ou mal, preocupa-se comigo e bloqueia os meus pensamentos quando sente que cheguei ao meu limite máximo. Bloqueia-me e obriga-me a pensar "NÃO CONSIGO! NÃO SOU CAPAZ! NÃO VOU SER CAPAZ!"
Serei ou não capaz de ultrapassar isto, seja lá o que for "isto"?
Sei que sim... potrque sei que alguém acredita em mim... =)
Aqui fica o final de um dos melhores filmes de sempre (pra quem gosta de dança, está claro) e a letra da música que o acompanha... que é... inspiradora, digamos assim...
Live Your Dreams Lyrics
Here’s the chance of life Get ready, set, fly. High! Above the fear of your mind Go for it, it's hit or miss Too late for you to quit You gotta show 'em how bad you really want this
Live your dreams, It's not as hard as it may seem You gotta work to get the cream On your hopes you must lean From your fears, you have to win yourself It's all or nothing, give your everything
Are what you believe, You got to bring the heat Set the pace, competition takes the lead This is it, all eyes on you So stay on point and prove That you deserve, what's long over due
Live your dreams, It's not as hard as it may seem You gotta work to get the cream On your hopes you must lean From your fears, you have to win yourself It's all or nothing, give your everything
My heart is still recovering From the heart break of another kind I'm still drying my tears Getting over my own fears In my life, so I wanna make sure this time That I'm strong enough, to give it my all
Live your dreams, It's not as hard as it may seem You gotta work to get the cream On your hopes you must lean From your fears, you have to win yourself It's all or nothing, give your everything (3x)
You know you got to live your dreams so don't you be afraid Just set the pace and take the lead, It's your time to shine (Keep Belief)
Nas aulas de Literatura Brasileira, confesso, faz-se muito pouco... ou não! Afinal de contas, divaga-se muito!!! Aqui ficam os profundos resultados da aula de hoje:
No meu fim está o meu princípio.
(T. S. Eliot)
Esta vida é coisa rara: tudo começa de novo quando se acaba.
(Cecília Meireles)
É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma.
(desconheço o autor desta frase que originou um provérbio português: As moscas mudam, mas a merda é sempre a mesma. - sim, porque se já se diz na Malcata, já é provérbio!!!)
Na aula de Temas de Literatura Brasileira de ontem, tivemos a oportunidade de ouvir e de falar com um dos mais prestigiados poetas brasileiros da actualidade: Ivan Junqueira. Aqui alguvos deixo algumas das notas que tirei durante a conversa... espero que vos toquem tanto, como me tocaram a mim...
A poesia é um relâmpago na vida de cada um de nós. Não ocorre a cada instante e não é uma forma vulgar de inspiração.
A poesia é fruto do inconsciente e nutre-se de simplicidade.
Falar sobre o meu trabalho, é falar de uma ferida que tenho nas costas.
Após aproximadamente um mês, voltámos a ter aulas de Sociedade Portuguesa... aqui ficam algumas notas da aula de hoje, que me pareceram interessantes...
ao andarmos, a cidade ganha sentido...
ao andarmos, deciframos códigos, símbolos e signos...
o andar é conhecimento corporal...
o andar é uma ligação entre pensamento, movimento e emoção...
andar é estar em contacto com o que é estranho, novo, desconhecido...
andar é uma actividade ammbígua... é simultaneamente um meio e um fim...
ao andar somos estimulados, mas somos, também, estimuladores...
andar é mais do que um acto funcional: é uma vivência, uma prática, uma forma de fazer sentido e de testar as possibilidades que a cidade oferece...
a cidade está cheia de encruzilhadas, bifurcações e obstáculos que temos de ultrapassar e dos quais só nos apercebemos quando a vivemos... a cidade é como a vida...
A CIDADE É UM TEXTO QUE LEMOS ANDANDO. A CIDADE É UMA LINGUAGEM QUE FALAMOS ANDANDO...
No âmbito da disciplina de Variedades do Português, o CEEPLE (Curso de Especialização em Ensino de Português Língua Estrangeira) foi "passear" até Miranda do Douro. Não, não vou deixar aqui fotografias com as nossas figuras tristes, mas vou deixar fotografias de algumas das mais belas paisagens que por lá encontrei...
Aqui fica uma imagem das ruínas do castelo de Miranda...
Entre muitas outras coisas, a quem passa pela Lousã aconselho, vivamente, um passeio pela serra com passagem obrigatória pela chamada "Sra. da Piedade". Aí pode ver-se este castelo, que embora não tenha nada de especial é diferente de todos os outros... este não é um "castelo altaneiro"... este castelo fica escondido! Fica no topo de um monte, é verdade... mas há outros montes à volta...
A Cow Parade anda por aí a passear, e pelos vistos Portugal está a deixar-se influenciar por ela...
Nas férias da Páscoa, como referi algures num post anterior, passei por Barcelos... e com que é que me deparei? Com aquilo a que eu chamo "Rosster Parade"... só consegui fotografar dois exemplares (era dia de feira e não estive lá assim tanto tempo), que aqui dexo para "amostra" e quem sabe, para aguçar o apetite...
Para terminar... queria apenas dizer aqui que este não é caso único. Segundo o que li num jornal (perdoem-me, já não me lembro em qual foi) uma iniciativa do género irá ter lugar em Vila Nova de Cerveira... nesse caso será a Hart Parade...
Pergunta... o que é que se segue? A Bull Parade em Santarém? A Ox Parade em Montalegre? Temos de esperar para ver...
Pois bem... hoje é sexta feira dia 13 e como tal não vou ter pena de ninguém, da mesma forma como hoje ninguém teve pena de mim... Não, não vou bater em ninguém (até agora ninguém se aproximou mais do que devia), mas vou, provavelmente, desiludir (e quem sabe chocar) alguém...
Quem é que nunca ouviu dizer "Burro velho não aprende línguas"? Quem é que nunca ouviu dizer que quanto mais cedo se aprender uma língua estrangeira melhor? Pois... eu também achava isso, mas... hoje vim a descobrir que não é bem assim.
Seguem-se os quatro mitos relativos à aquisição de línguas e respectivas "desmistificações" (tudo isto de acordo com McLaughlinh)
"Children learn second languages quickly and easily" -> Adolescents and adults learn second languages more easily than children. (As crianças, quando precisam de comunicar com outras crianças cuja língua materna não é a mesma que a sua, são "obrigadas" a aprender uma Língua Estrangeira; apesar disso, o seu conhecimento é muito mais reduzido e limitado, porque não lhes é exigido tanto.)
"The younger the child, the more skilled in acquiring a second language" -> Language acquisition is a long complex process. Cognitive and linguistic skills need to be developed in order for successfull language acquisition. Backgrounds of second language learners vary greatly. (Do ponto de vista cognitivo a criança não está ao mesmo nível de um adulto, não tem as mesmas experiências. Isto acaba por limitar a criança, que não tem capacidade para "lidar" com níveis de exigência mais elevados.)
"The more time students spend in a second language context, the quicker they learn the language" -> Time exposed to the second language is not the most important factor. If cognitive and linguistic skills are developed in the first language, these crucial skills are transferable when learning the second language. (É sempre importante dominar uma das línguas, pois ela é essencial para que se seja competente na outra. Transferismos as "técnicas" que usamos numa para aprendermos a outra.)
"Children have acquired a second language once they speka it" -> Conversational language and academic language are different. Students who converse proficiently in their second language may not have the cognitive and linguistic skills necessary to understand instructional lanuage. (Quando comunicamos face a faca há todo um contexto que facilita a comunicação; em termos académicos esse contexto não existe e a exigência é muito maior.)
Que todos nós gostamos de manter uma certa distância relativamente aos nossos interlocutores, parece-me óbvio... que essa distância varia de acordo com a relação que temos com o interlocutor também... agora que essa distância pode ser medida... quanto a isso, lamento, mas não me parece de todo normal, porque essa distância é diferente nas diferentes culturas.
Pois... mas por incrível que pareça, estas distâncias estão, por assim dizer, "medidas"... hoje tive a oportunidade de rever (porque já as tinha visto no primeiro semestre) uma imagem incluída num estudo (cujo autor não estava referido) onde se medem, em centímetros as distâncias que mantemos em relação àqueles com quem falamos. Parecem-me de tal maneira caricatas, que não resisto a deixa-las aqui, para que também se possam rir...
zona da intimidade: de 15 a 46 cm
zona pessoal: de 46 cm a 1,2 m
zona social: de 1,2 m a 3,6 m
zona pública: acima dos 3,6 m
Acho que a partir de hoje vou andar sempre com a fita métrica atrás de mim... quem se aproximar mais do que deve, leva!!! LOL
Wednesday, April 11, 2007
O Douro... em pleno Domingo de Páscoa...
Decididamente, uma paisagem que convida à reflexão...
Que estes coelhinhos equilibristas e malabaristas e aquele ovo de chapéu vos tragam a todos muitos ovinhos de chocolate, muitas amêndoas e muitas alegrias!!!
Ontem também foi dia de passeio... Desta vez os destinos foram Guimarães e Barcelos. Não fui ao Castelo nem ao Palácio, mas aqui ficam fotografias de algumas zonas que me parceram dignas de registo.
O mais curioso é que foi preciso ir a Ovar, a Esposende e voltar para o Porto para encontrar Sua Excelência El-Rei D. Afonso Henriques...
Hoje foi o meu primeiro dia dos quatro que tenho de férias. Não é mau, mas podia ser melhor (mas convém não me queixar muito porque há quem nem isso tenha...).
Partimos sem destino marcado... e fomos até à torreira... não houve tempo para tirar muitas fotografias, mas como no CEEPLE nos "ensinam" a divulgar a cultura lusófona... aqui ficam três fotografias de moliceiros, os barcos típicos da ria de Aveiro.
Não tenho nada contra as pessoas do centro e do sul do país, mas a verdade é que está na altura de ficarem a saber uma coisa da qual me posso orgulhar. É certo que o "poruguês padrão" é aquele falado na faixa litoral entre Coimbra e Lisboa, mas a verdade é que só o é , como já referi num post anterior, porque quem decide como se fala e escreve é a Assembleia da República. Se pensarmos bem, de facto, não encontramos grande variação no português do sul (há uma variação de zona para zona, mas não uma variação tão grande como no norte do país, onde nos apercebemos de algumas diferenças quase de porta em porta), no entanto parece-me importante referir que embora mais homogénea, a variação dialectal do sul do nosso país é também mais inovadora... o que revela, portanto, que o português do norte reflecte a língua que se falava originalmente em Portugal. A título de exemplo... é bom que os senhores do sul (sem ofensa) saibam que antigamente não havia, em Portugal, qualquer distinção entre /b/ e /v/, por isso, da próxima vez que criticarem alguém do norte por dizer "bida" em vez de "vida" pensem duas vezes... porque também os vossos antepassados já o fizeram...
Pois é... a realidade em que vivemos é, infelizmente, cada vez mais triste... Portugal é um país de duplicidades. Ora vejamos...
temos características de países centrais ou modernos (como, por exemplo, o elevado número de divórcios)
temos características de países periféricos (como, por exemplo, o facto de sermos um dos países com um dos números mais elevados de mães solteiras muito jovens)
É por estas e por outras que Portugal é considerado, por vários sociólogos, como um país semiperiférico...
Pois bem, para aqueles que julgam que quem está por detrás dos processos de inovação são os homens, aqui fica uma novidade. A nível linguístico as camadas etárias intermédias são mais inovadoras do que as camadas extremas (crianças e idosos). Denstro das camadas intermédias a população mais inovdora é, sem dúvida, a população feminina...
Quem me conhece sabe o quanto aprecio patinagem artística, nomeadamente o patinador francês Brian Joubert que hoje está de parabéns. Após ter vencido a medalha de ouro nos Campeonatos da Europa de 2004 e a medalha de prata nos Campeonatos do Mundo de 2004 e 2006, 2007 é, sem dúvida, a época deste patinador de 22 anos, que venceu todas as competições em que participou, desde o campeontano nacional francês à última prova da época, o Campeonato do Mundo. Finalmente! Já estava na hora... já era merecido! Parabéns, Brian... Allez!!!
Hoje fiquei em estado de choque... sim, fiquei mesmo! Não é que me disseram que, em Portugal, quem tem competência para definir os acordos ortográficos (isto é, quem decide como se escreve bem português) são os deputados na Assembleia da República?!?!?
Enquanto professora de duas línguas estrangeiras (inglês e alemão) e futura (espero eu) professora de PLE (português língua estrangeira), considero ser uma falante competente destes três idiomas... Mas segundo a minha professora de Psicolinguística
"quanto mais forte for a nossa competência na Língua 1 [no caso a Língua Materna, logo o português], mais dificuldades temos em aprender outra(s) língua(s)."
Segundo o professor Gaspar Pereira, "Vivemos num país [demasiado] inclinado para o mar." Sim... este é o resultado dos constantes movimentos populacionais em Portugal, movimentos estes que estão a levar à desertificação (não só demográfica) do interior do nosso país... o peso populacional no litoral é tão grande que qualquer dia Portugal vai ao fundo... tal e qual como o Titanic...
Aprende-se muito nas aulas de Sociedade Portuguesa...